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O Novo Conde de Abranhos - Cartas de Z. Zagallo, da autoria de Artur Portela Filho (publicado em 1973), é uma obra de sátira e ficção política. O livro recupera a figura do clássico "abranhista" para criticar a elite e os mecanismos de poder do Estado Novo em Portugal, dando seguimento ao arquétipo imortalizado por Eça de Queirós em O Conde d'Abranhos.
Através de cartas assinadas por Z. Zagallo (o fiel e acrítico secretário), o autor expõe os bastidores, as bajulações e a superficialidade dos governantes. O termo "abranhismo" transforma-se numa "filosofia política" que representa todos aqueles que sobem ao Poder sacudindo a poeira incómoda da ética e da coerência.
O livro funciona como uma análise mordaz sobre:
- A perpetuação do carreirismo político e da burocracia cega.
- Discursos ocos e aparências, construídos apenas para manter o status quo.
- A arte da adulação, onde bajuladores garantem o seu lugar à sombra do poder.