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Cartas a pedir normas, como se eu fora mestre!
Nesta ciência há só um Mestre; o mais são tudo irmãos.
A Obra da Rua pode, sim, dar inspiração. Regras, não.
Não são somente as cartas; é, também, a voz do Povo.
Outro dia, em uma rua do Porto, aproximou-se de mim uma
pequena andrajosa, da laia dos meus rapazes.
Queria uma «senhinha» para ir comer..., quando alguém
me bate aos ombros: «Isso, padre. Isso mesmo! Ampare
essa desgraça...» Era um trabalhador que passava.
O trabalhador disse muito bem. Podia ter dito: «Ampare
a rapariga»; mas antes quis falar em desgraça.
Ele sabe. Nós sabemos... Por isso mais culpados somos.
P. Américo s.l.