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Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes. Coleção Livros de Bolso Europa-América n. 1.
Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu em 1910, em Gestaçô, distrito do Porto.
Tirou o curso de regente agrícola em Coimbra e partiu para África nos fins da década de 1930. Trabalhou durante algum tempo na Companhia do Catuvella, mas, descontente com as condições de trabalho, regressou à metrópole em 1931.
Casou-se nesse ano com a compositora Manuela Câncio Reis.
Aos 22 anos fixou-se em Alhandra, como empregado de escritório na Fábrica de Cimentos Tejo. Foi, naquela vila, um dos grandes impulsionadores do movimento cultural entre a população operária, colaborando na organização de grupos teatrais e musicais, na montagem de bibliotecas particulares, realizando conferências sobre temas culturais e políticos, e colaborando largamente para a construção da famosa piscina popular, em cuja obra trabalhou como operário.
Iniciou a sua carreira de escritor em 1935, mas só em 1939 apareceram as suas primeiras crónicas nas páginas de O Diabo, semanário de grande prestígio na época, e em 1940 escreveu Esteiros, publicado em novembro de 1941.
Sabe-se que em 1944 terminou a redação de Engrenagem, tendo os últimos seis anos da sua vida sido repletos de peripécias e de lutas sociais.
Faleceu em 7 de dezembro de 1949, em condições dramáticas, vitimado por um tumor do cérebro.
As obras de Soeiro Pereira Gomes estão reunidas no volume Obras Completas.
Esteiros, o último romance publicado em vida do autor, é um daqueles livros que bastam para consagrar um escritor.
Dos “filhos dos homens que nunca foram meninos”, estas histórias dos rapazes miseráveis dos esteiros do Alhandra são, antes de mais, uma obra que Pereira Gomes viveu com amor.
Não foi por acaso que o editor a escolheu para iniciar uma nova coleção que se pretende seja lida por todos e onde se procurarão reunir obras de interesse universal.