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Gaibéus, de Alves Redol. Coleção Livros de Bolso Europa-América n. 11.
António Alves Redol nasceu em dezembro de 1911, em Vila Franca de Xira.
Nasceu do povo e viveu com o povo.
Começou por ser marçano e depois foi, sucessivamente, empregado de escritório, vendedor de pneumáticos, encarregado de publicidade numa empresa alimentar, gerente de tipografia, etc.
Com 15 anos foi para Luanda em busca de trabalho.
Ensinou taquigrafia num colégio particular, fez assalariado da Direção dos Serviços da Fazenda e empregado de escritório.
Aos 19 anos regressou à metrópole.
Fez parte de diversas comissões do Movimento de Unidade Democrática (M.U.D.), e esteve em Paris em 1948, onde foi convidado para participar no Congresso dos Intelectuais para a Paz, em Wroclaw.
Faleceu a 29 de novembro de 1969, em Lisboa, vítima de uma doença incurável.
A sua obra é vasta e está traduzida já nos Estados Unidos, Rússia, Polónia, Bulgária, Checoslováquia, Hungria, Itália, França, Espanha e Alemanha.
Entre romances, contos, teatro e literatura infantil, Redol escreveu mais de vinte livros, dos quais citamos apenas alguns:
Marés, Avieiros, Fanga, Anúncio, Porto Manso, Vindima de Sangue, Teatro I e II, Uma Fenda na Muralha, A Barca dos Sete Lemes, Barranco de Cegos.
Gaibéus, escolhido para figurar em “Livros do Povo Europa-América”, é um clássico do neo-realismo português: descreve o drama de um rancho de ceifeiros que vem do Norte do País descer ao Ribatejo, na batalha sem fim travada na leira.
Esta obra já foi vertida em filme para televisão.
Publicações Europa-América sente-se honrada em reeditar uma obra de um dos maiores escritores portugueses contemporâneos, que sempre soube defender os humilhados, ofendidos e esquecidos.