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As Mãos Sujas, de Jean-Paul Sartre. Coleção Livros de Bolso Europa-América n. 25.
Jean-Paul Sartre, escritor e filósofo francês, nasceu em Paris em 1905.
Aos 2 anos ficou órfão de pai; mais tarde, a mãe casou-se com o diretor dos estaleiros navais de La Rochelle.
Foi aí que o jovem teve oportunidade de contactar com a burguesia, que viria depois a satirizar em numerosas obras.
Em 1924 encontrava-se já a frequentar a École Normale Supérieure.
Em 1929 licenciou-se em Filosofia, em Paris, e cumpriu o serviço militar.
Em 1931 foi nomeado professor de Filosofia no Havre.
Só em 1937, contudo, iniciou a sua atividade literária, com a publicação da narrativa La Chambre.
No ano seguinte publicou o seu livro mais famoso, La Nausée.
Foi, entretanto, mobilizado no início da Segunda Guerra Mundial.
Feito prisioneiro em 21 de junho de 1940, é internado no campo de concentração de Treviri e libertado em 1941.
Em ritmo crescente surgem obras que lhe granjeiam uma extraordinária divulgação:
Les Mouches (1943); L’Être et le Néant (1943); Les Chemins de la Liberté (1945).
A filosofia de Sartre, tão discutida, pode ser definida como uma filosofia da liberdade e da responsabilidade.
Ao homem compete inventar a própria vida e o próprio destino, escolher a própria liberdade e construir o seu valor.
Esta filosofia é designada sob o nome genérico de existencialismo e revela-se, sobretudo, nos volumes L’Être et le Néant, Situations e Critique de la Raison Dialectique.
Em 1964, Sartre foi galardoado com o Prêmio Nobel da Literatura, que recusou.
As Mains Sales (As Mãos Sujas), a sua peça mais célebre, nasce da oposição política de uma realidade e de uma ideia.
Um chefe revolucionário colabora com forças adversárias e encarrega um jovem idealista de o assassinar.
Este livro reflete principalmente as ideias de Sartre sobre o problema da liberdade.