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O Retrato de Ricardina, de Camilo Castelo Branco. Coleção Livros de Bolso Europa-América n. 16.
Camilo Castelo Branco
(de seu nome completo Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco)
nasceu a 16 de março de 1825, em Lisboa,
e suicidou-se a 1 de junho de 1890, em São Miguel de Seide.
Órfão de mãe aos 2 anos, e de pai aos 10,
Camilo ficou ao cuidado de uma tia.
Estudou os preparatórios no Porto e em Coimbra, para tirar, respetivamente, Medicina e Direito, mas foi reprovado por faltas.
Também se matriculou no Seminário Episcopal do Porto (1850) (onde foi igualmente reprovado por faltas).
Voltou a matricular-se, foi aprovado, frequentou as aulas, mas, ao fim de um ano, as condições de vida e as necessidades económicas, que lhe foram negadas, afastaram-no definitivamente.
Sempre em dificuldades económicas, foi amanuense do Governo Civil de Vila Real, tendo tentado obter o lugar de segundo-bibliotecário da Biblioteca Municipal do Porto, o que não conseguiu.
Pensou em ir para o Brasil e aclimatar-se ali.
Dos 14 para os 15 anos, Camilo escreve as suas primeiras obras e casa-se aos 15 anos com a orfã Joaquina Pereira, de quem teve um filho.
Sucede-se uma série de aventuras amorosas até 1850, altura em que encontra “a mulher fatal”, Ana Augusta Plácido.
Ana era noiva dum comerciante do Porto, com quem casou.
Isso não esmoreceu o interesse de Camilo por Ana, pois, após o falecimento do comerciante, foram os dois viver para São Miguel de Seide.
A sua vida não foi um mar de rosas, dado não lhe faltarem a doença, o tédio, os problemas de dinheiro, a cegueira, que levariam Camilo ao suicídio, dando fim a uma das vidas mais tempestuosas das letras portuguesas.
As suas primeiras obras impressas foram Os Punidores Desagravados ou o Juízo Final e Os Honrados do Monte, e o seu primeiro triunfo foi Anátema e Felicidade.
A obra de Camilo é muito vasta, pelo que só indicaremos alguns dos títulos mais divulgados:
Amor de Perdição (1862), Memórias do Cárcere (1862), Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado (1863), O Morgado de Fafe Amoroso (1869), O Judeu (1866), A Doida do Candal (1867), O Senhor do Paço de Ninães (1867), Novelas do Minho (1875-77), A Brasileira de Prazins (1882), O Retrato de Ricardina (1886).
Em Sintra, na Biblioteca do Palácio Valenças, existe a divisão “Camilo Castelo Branco”, que muito honra esta vila.
A publicação desta obra em “Livros de Bolso Europa-América” foi possível mercê da colaboração da Parceria António Maria Pereira.