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(...) Os povos africanos deram já, em período ainda conturbado, provas de que sabem esquecer como ninguém. Mas esquecer não significa ignorar. E as histórias de Bobela-Motta, avivando a memória, consciencializam.
Histórias de organização linear, prosa substantivada, de conotação aberta, enriquecida pela incorporação de novas palavras, contribuindo assim, em muitos aspectos, para a estruturação de uma linguagem transgressiva. Entretanto esta vem sendo e continuará a ser a estrada maior dos prosadores angolanos: criação de uma linguagem angolanizada.
Manuel Ferreira