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Edição Cotovia de 2006
Tradução, introdução e notas de Carlos Ascenso André
Poeta de verso fácil, Ovídio é um símbolo da sociedade mundana e frívola de Roma. A Arte de amar parte de um pressuposto e de uma convicção: o amor obedece a uma técnica; e essa técnica, como todas, pode ser ensinada. A poesia didáctica, que outros haviam cultivado, com objectivos morais, literários, ou, mesmo, para ensinar os trabalhos o campo, adoptou-a ele, com um fim específico: ensinar homens e mulheres a seduzir e a fazer perdurar o amor. O ideal de beleza, masculina ou feminina, os mecanismos de sedução, os melhores métodos de obtenção do prazer e, mesmo, a arte da traição e do engano, eis alguns dos temas que preenchem este manual do amor, com mais de vinte e um séculos.
Ovídio (Publius Ovidius Naso) nasceu em Sulmona, na região italiana de Abruzzo, em 43 a.C., e morreu em 17 ou 18 d.C. em Tomos, atual Constança (Roménia), então colónia grega, um enclave entre o Danúbio e o Mar Negro. A sua obra é, ao lado da de Virgílio e de Horácio, de quem foi contemporâneo, um dos pilares fundadores da tradição poética ocidental.
De entre os seus livros distinguem-se este Arte de Amar (Ars Amatoria), bem como Remédios Contra o Amor (Remedia Amoris), Poemas de Tristeza (Tristia), Metamorfoses (Metamorphoses), ou o atualíssimo Heroides (Epistulæ Heroidum), uma série de cartas escritas por heroínas da tradição grega e romana aos seus amantes. o lirismo de Ovídio é ora confessional e melancólico, ora jocoso e pleno de erotismo, ora marcado pela tristeza e pelo exílio.
Arte de Amar é um conjunto de poemas (três livros, no total) sobre como seduzir e manter a amada ou como conquistar e atrair os homens, tratando também do amor extraconjugal, da beleza, da dominação e da liberdade, do prazer e do pudor, da lascívia e da obscenidade do amor.