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Edição Assírio & Alvim de 1976
Tradução de José Afonso Furtado
Organização e prefácio de Manuel Maria Carrilho
Retrato de um capital quase esquizofrénico, diz Jean-François Lyotard a propósito de O Anti-Édipo de Deleuze e Guattari. De um capital que encontra a sua mais fiel imagem ao nível da circulação.
O que não deixará de escandalizar alguns marxistas, ortodoxamente agarrados à ideia de que a crítica e a descrição do capitalismo terão de ser esboçadas ao nível da produção.
Mas que não escandilazaria o próprio Marx, o qual, desde A Ideologia Alemã a O Capital, não cessou de desenvolver uma leitura do capitalismo como metamorfose, que vai afinal no mesmo sentido da acima enunciada.