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Edição Fragmentos de 1992
Tradução de Conceição Silva Cunha
As Lettres sur les Anglais de Voltaire, também conhecidas como Cartas Filosóficas, são uma obra fundamental, de enorme influência na primeira metade do século XVIII.
Em vinte e quatro capítulos curtos, a obra cobre uma ampla gama de temas, da religião e política à literatura, da filosofia à ciência, todos acessíveis de forma fácil e humorística, com a ironia que era marca registrada de Voltaire.
Voltaire usa o exemplo de Inglaterra para mostrar a interconexão entre tolerância religiosa, liberdade política e comércio internacional: de facto, Voltaire escreveu um manifesto do moderno liberalismo económico e político, do tipo que, em boa medida, permanece no cerne das modernas democracias liberais europeias.
De certo modo, o livro pode ser comparado com Da democracia na América de Alexis de Tocqueville, pela explicação da Inglaterra do seu tempo do ponto de vista de um estrangeiro, e cuja sociedade e governo apresenta de modo afável e lisonjeiro, por comparação com as instituições francesas equivalentes.
O livro foi baseado na experiência de Voltaire durante a sua estadia em Londres de 1726 a 1728. Foi publicado em 1733 tanto em Inglaterra (em edição em inglês) quanto em França – onde o livro foi banido, enquanto se tornava um best-seller em Inglaterra.