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Edição Teorema de 2005
Tradução de Manuel Ruas
A comunicação dos mass media, cuja influência se estende à cultura, à politica e à arte, parece a varinha mágica que transforma a inconclusão, a retratação e a confusão de factores de debilidade em provas de força. Ao dirigir-se directamente ao público, saltando por cima de qualquer mediação, a comunicação tem uma aparência democrática, mas é uma violação que homologa todas as diferenças.
Partindo de três episódios exemplares e recorrendo ao contributo de semióticos, filósofos e psicanalistas (Eco, Derrida e Lacan), o autor mostra-nos as origens da comunicação, os seus dispositivos, a sua dinâmica e as suas deformações.
Segundo Perniola, pode-se encontrar uma alternativa aos efeitos da comunicação num sentimento estético das coisas que não seja muito distante das necessidades e das expectativas reais dos indivíduos, mas que também não seja vitima do ganho imediato e do sucesso a qualquer preço.
Noções como desinteresse, discrição e moderação ganham aqui corpo numa veste nova, que lhes confere uma inesperada eficácia sobre a realidade, juntamente com comportamentos «pungentes e provocatórios», como a desconfiança, a argúcia e a sedução.
E é também com base nestes elementos que somos levados a acreditar possível uma outra globalização, baseada numa relação de recíproca compreensão e convergência entre o ocidente e as culturas não-europeias.