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Edição Tinta da China de 2025
Tradução de Susana Sousa e Silva
Posfácio de Richard J. Evans
Um relato perturbador sobre a forma como o fascismo se apoderou da Alemanha — e sobre os perigos da passividade
A partir de dez entrevistas conduzidas depois da Segunda Guerra Mundial quando estava a dar aulas em Frankfurt, Mayer desenvolve um estudo desafiante sobre as vidas dos alemães entre 1933 e 1945. «Os homens com quem conversei eram banais», sublinhou. Mas aderiram ao Partido Nazi, e falam sobre as suas motivações, o crescimento do Reich a que assistiram e a cumplicidade geral com o mal que se foi instalando, num livro que é tanto mais perturbador quanto não permite que ninguém, em nenhuma sociedade ou tempo, se sinta imune.
«Os nazis não eram extraterrestres e não vieram de outro planeta. Foram sendo criados, passo a passo, a partir de pessoas comuns. Foram esses nazis comuns que Milton Mayer, um judeu americano de ascendência alemã e convertido ao cristianismo, decidiu que tinha de conhecer. Desse encontro resultou este livro tão fascinante quanto assustador — um alerta sobre como passividade se torna cumplicidade nos regimes autoritários.»
— Rui Tavares
«Eles Pensavam Que Eram Livres é uma obra notável, sendo praticamente o primeiro estudo sério realizado no pós‑guerra sobre como os alemães comuns se tornaram nazis e como olham, em retrospectiva, para a história do Terceiro Reich de Hitler. Fala‑nos a partir de outro tempo, por palavras e ideias vívidas e dolorosas, que podem ter uma ressonância vital na época contemporânea.»
— Richard J. Evans, Posfácio