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Edição Cotovia de 1992
Tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo
Sábado. Duas da tarde. É Inverno. Nevou em Paris. Raparigas esperam no corredor, cada uma na esperança de se tornar uma estrela. Ninguém sabe de onde vem a sorte. O sofrimento é tanto físico como psicológico. O leitor — aqui um voyeur privilegiado — é convocado para estes interrogatórios sob holofotes, onde arte e vida, idade e juventude, masculino e feminino se procuram e se confrontam numa confrontação desprovida de qualquer polidez.
A autora de “As minhas noites são mais belas que os vossos dias” convida-nos mais uma vez a um drama à porta fechada. A tarde é curta, as raparigas bonitas, a expectativa elevada. Prendemos a respiração. Quando a noite cai atrás das janelas, o criador continua com uma criatura, nos sussurros da obra em curso.