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Edição de 2002 das Edições 70
Tradução de Joel Goes
O final do século XX, que se acreditava ser dedicado à tecnologia, à longevidade, à saúde — em suma, à felicidade humana —, revelou-se uma fonte de ansiedade em muitas áreas. À crise económica, ao empobrecimento do mundo em desenvolvimento e à proliferação de conflitos, juntou-se uma nova doença, quase sempre fatal. A SIDA não poupou nenhum grupo social e alastrou-se pelo mundo. As antigas fantasias de doença como castigo, que pensávamos ter desaparecido, ressurgiram. E outras doenças, que considerávamos erradicadas, voltaram a encontrar terreno fértil.
Este ensaio de antropologia médica apresenta os dados fundamentais da biologia moderna, permitindo-nos compreender as doenças humanas transmissíveis e o seu impacto na evolução das populações. As grandes epidemias da Antiguidade — a peste, a lepra, a sífilis e a tuberculose — regressam à vida como tantos outros desafios que a humanidade enfrentou e que marcam a sua permanente fragilidade dentro da ilusão do conhecimento definitivo.
Os dois autores, médicos e universitários, apresentam-nos os dados fundamentais da biologia moderna, que permitem compreender as doenças humanas transmissíveis e o seu impacto na evolução dos povos.