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Edição Estampa de 1977
Tradução de Luiza Neto Jorge a partir do texto estabelecido por Gilbert Lely
Foi em 1764 que o Marquês de Sade descobriu em Dijon, no convento dos Cartuxos, os antigos pergaminhos que lhe permitiriam, cinquenta anos mais tarde, lançar uma nova luz sobre o papel de agente supremo desempenhado por Isabel da Baviera nos acontecimentos sangrentos do seu tempo.
É preciso dizer que esta rainha, prefiguração de Julieta e de Lady Clairwill, reunia na sua pessoa todas as condições susceptíveis de exaltar a imaginação do jovem marquês: era bela, reinava, a crueldade era o seu deleite e o número dos seus amantes igualava-se ao dos seus crimes.
“O crime engana-se por vezes nos seus cálculos e o que cremos obter dele é muitas vezes apenas remorso. Que esta verdade fique gravada nas almas de todos os perversos que a queiram cometer, sim, que ela seja aí impressa para sempre, tanto própria paz de espírito como para a das suas infelizes vítimas.”