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Edição Angelus Novus de 2000
Irmã Barata, Irmã Batata reúne uma sucessão de aforismos rematados por três poemas em que Adília Lopes cruza, sem aviso prévio, o quotidiano mais rasteiro com o disparate e a erudição, em frases curtas que desarmam pela irreverência e pela precisão inesperada, aproximando o sublime do ridículo como quem não distingue as duas coisas.
É um livro que se lê aos golpes, entre o riso e o desconcerto, e que confirma Adília Lopes como uma das vozes mais singulares e corajosamente pessoais da poesia portuguesa contemporânea.