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Edição Sextante de 2012
Tradução de Maria Lúcia Lima
Os Ephrussi foram uma grande família de banqueiros, tão rica e respeitada como os Rothschild, na sociedade parisiense e vienense do século XIX. No entanto, no final da II Guerra Mundial, quase tudo o que restava do seu vasto império era uma coleção de 264 esculturas em madeira e marfim, nenhuma delas maior do que uma caixa de fósforos.
Os netsuke — monges bêbados, ameixas quase maduras, tigres ferozes — foram reunidos por Charles Ephrussi no auge da febre parisiense por tudo o que era japonês. Charles rejeitara o lugar que lhe estava reservado nos negócios da família para se dedicar ao estudo da arte e do bem viver. Um dos primeiros apoiantes dos impressionistas, surge, estranhamente formal de cartola, em O Almoço dos Remadores, de Renoir. Proust estudou Charles com a atenção suficiente para o usar como modelo para o esteta e amante Swann em Em Busca do Tempo Perdido.
O conceituado ceramista Edmund de Waal tornou-se a quinta geração a herdar esta pequena e requintada coleção de netsuke. Fascinado pela sua beleza e mistério, decidiu traçar a história da sua família através da história da colecção.