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Edição Assírio & Alvim de 2004
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
Encarcerado na Bastilha, o marquês obriga-se a sonhar numa cela a vastidão do mundo. Há uma África tão livre como a de Raymond Roussel, uma Lisboa de ladrões e libertinos, o que passa em direcção a um convento.
— O rei do país onde estamos ignora o que fizemos julguêmo-lo generoso bastante para não o deixar passar sem recompensa, caso o informem disso — diz Léonore.
— Reconhecido, ele! — responde Clementina — Essa virtude na alma de um rei!... Ah! Não contes com isso... a natureza faz empedernir com vícios a alma de todos esses patifes, e põe lá a ingratidão como uma bandeira, para os homens se enganarem menos.