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Edição Estampa de 1989
Tradução de M. F. Gonçalves de Azevedo
Na maior parte das discussões académicas, a liberdade é abordada como um conceito filosófico, um princípio legal ou um dogma de ideologia política. Neste livro, contudo, é analisada mais como uma relação social do que como uma ideia ou um postulado. Nesta perspectiva, a liberdade revela a sua natureza relativa e racional.
Mas a própria sociologia desenvolveu-se como uma ciência da sociedade moderna, isto é, de uma sociedade que “individualiza” os seus membros e os considera responsáveis pelos seus actos.
Assim, a sociologia tende a tratar a natureza livre e voluntária da acção humana mais como uma assunção do que como um tópico a ser investigado. Este livro parte dessa tendência e explora a produção social de “agentes livres” e a íntima ligação entre este processo e os resultados da integração sistemática e do controló social. Como ponto central deste livro temos que, no actual estádio da sociedade moderna, a “sedução” substitui a repressão como método de controlo social.