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Edição Presença de 1987
A linguagem, na sua aparente linearidade, é habitada por imagens que são expressão da latência que a transcendem e que nos remetem para um espaço onde se jogam outros sentidos possíveis. O texto literário vive dessas imagens que são os símbolos, forma espontânea, colectivas e universais que reaparecem com pequenas variações em todas as culturas, nos sonhos individuais, nos mitos, nas lendas, nas religiões, assim como em todas as formas lhe permitem transcender o espaço e o tempo conferindo-lhe uma espécie de imortalidade.
Não é certamente por acaso que as grandes obras atravessam os séculos sem perder a sua força e a sua frescura. A alquimia como repositório de experiências místicas e iniciáticas, de conceitos ao mesmo tempo morais, religiosos e filosóficos e por excelência a chave que permite descodificar o texto em termos simbólicos.