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Edição Teorema de 2001
Tradução de Serafim Ferreira
Jean-Jacques Pauvert convida-nos a passear pelos jardins da literaturas eróticas grega, romana, chinesa, indiana, japonesa, árabe, italiana e, obviamente, francesa. Um panorama histórico que sublinha a permanência do papel da literatura erótica através dos tempos: esta literatura sempre se afirmou, desde as suas origens, como um instrumento de revolta contra o poder estabelecido.
Jean-Jacques Pauvert foi um editor francês, célebre por ter editado obras de referência da literatura erótica, que o tornaram popular e polémico. Entre 1945 e 1949 foi o primeiro a publicar integralmente e sob chancela editorial não-clandestina a obra do Marquês de Sade, o que lhe valeu um julgamento que durou sete anos, do qual saiu absolvido e sagrado paladino da liberdade de expressão e da luta contra a censura. Publicou outras obras eróticas como A História de O (em 1954), ou obras controversas como Hollywood Babylon (de 1959), de Kenneth Anger e os desenhos satíricos e iconoclastas de Maurice Sinet.