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Edição de 2008 da Cooperativa Árvore
Textos de Bernardo Pinto de Almeida e Alberto Carneiro
"Há mais de quinze anos atrás, em 1991, na circunstância de escrever o que viria a ser o ensaio introdutório ao catálogo da primeira exposição retrospectiva da obra de Alberto Carneiro na Fundação Gulbenkian referi, a propósito dessa obra já então longa e complexa, ser necessário colocá-la "entre as de maior consequência e risco do seu século português – quer pela irredutibilidade do seu trajecto em singular percurso, alheio a modismos de circunstância, quer pelo modo como inscreve um projecto, hoje já plenamente perceptível, que suscita a multiplicidade das leituras que dela podemos fazer –, (e que) tem sido, até ao momento, insuficientemente entendida no alcance e na dimensão dos seus pressupostos éticos e estéticos."
Assim, a obra de Carneiro ganhou, de então para cá, e num período relativamente curto – o que também será demonstrativo de haver hoje outra dinâmica crítica, interna e externa, agindo relativamente à arte portuguesa e à sua recepção – um reconhecimento crítico que modifica a circunstância histórica da sua análise e da sua compreensão, deixando aos poucos antever um outro entendimento que a história decerto lhe reserva no futuro, tanto quanto é possível imaginá-lo, pela importância que efectivamente reveste."
Bernardo Pinto de Almeida