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Edição Assírio & Alvim de 2000
Tradução e introdução de José Bento
María Zambrano nasceu em Vélez-Málaga, em Abril de 1904. O pai é catedrático e estabelece profunda amizade com o poeta Antonio Machado. Em 1924 conhece Ortega y Gasset que a introduz no meio cultural madrileno, principalmente na tertúlia da Revista de Occidente. Completa o curso de filosofia em 1927.
No período que antecede a guerra civil sucedem-se uma série de actos públicos e de grande intervenção política como a criação da Liga de Educação Social, mais tarde assaltada e encerrada pela polícia.
Em 1936 María Zambrano pertence ao grupo de intelectuais que com missões pedagógicas iniciam uma nova experiência de educação popular. Percorrem povoados e aldeias remotas levando-lhes pela primeira vez o cinema, a pintura, o teatro e a música clássica.
Em Janeiro de 1939 parte a caminho de um exílio de 45 anos, vivendo em Havana, no México, em Paris, Roma e finalmente na Suíça, até que regressa a Madrid em 1984. Morre em 1991 perante um enorme enaltecimento da sua obra e da sua personalidade.
Como diz José Bento na introdução deste livro: “A busca, profundidade e originalidade do seu pensamento junta María Zambrano um extraordinário talento de escritora, que não é, de modo algum, um recurso retórico, mas a capacidade de iluminar com a palavra o que a sua capacidade de pensar vai descobrindo. Poucas vezes num escritor deste século, como em María Zambrano, se ausculta um poder tão secreto e comunicante: acaso o que se diz ser a inspiração: a entrega de um horizonte inesperado, após o qual se desvenda um horizonte mais vasto.”