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Edição Assírio & Alvim de 1983
Tradução de Miguel Serras Pereira
A ideologia patriarcal, que define a experiência da masculinidade, é extremamente diversa e facetada.
Provavelmente isso deve-se ao facto de o patriarcado,
com linguagem inconsciente, penetrar todas as definições “oficiais” das instituições do Estado. É nessa linguagem que assenta o poder dos homens.
Linguagem social da qual o “homem”, enquanto portador dessa mesma qualidade, surge como sujeito: trata-se da linguagem autoritária da política e do mercado; uma linguagem racional operando através de definições e conexões de toda a espécie - e que é ao mesmo tempo uma linguagem de abstracção. Igualmente, é nos silêncios desta linguagem que se encontra encarcerada uma masculinidade reprimida - na medida em que é a abstração a definir a identidade de um homem e na medida em que a racionalidade reprima a irracionalidade.