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Edição Livraria Estante Editora de 1986
Tradução de João Barrento, estudo crítico de Ludwig Scheidl
Jedermann estreou a 1 de dezembro de 1911 no Circo Schumann, em Berlim, sob a direção de Max Reinhardt. Desde 1920 que a obra é encenada anualmente no Festival de Salzburgo, do qual Hofmannsthal foi um dos cofundadores.
Inspirada nos mistérios medievais tardios e em adaptações dramáticas do início da Idade Moderna a peça apresenta, para lá das figuras de Deus e do Diabo, a Morte, o Mamon, a Fé e outros conceitos abstratos personificados.
O abastado Jedermann vê-se confrontado pela Morte inesperada, que pretende conduzi-lo à presença do seu Criador. Jedermann pede tempo, e procura quem o acompanhe na viagem, mas o amigo, os primos, os criados e a própria riqueza, que lhe lembra ter-lhe sido apenas emprestada, recusam-no. Só as Obras, doentes e sem forças por terem sido esquecidas, se dispõem a segui-lo, e com elas a Fé, que o convence de que o arrependimento ainda o pode salvar, descendo ao túmulo como um convertido arrependido.