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Edição Bestiário/Snob de 2021
Dois narradores (G. e anónimo) atravessam, lado a lado, dias e noites por entre versos, prosa, "ensaio", mil adendas e alçapões. Batalham para que sejam ouvidos antes da captura.
"Não se dirá aqui que a poesia portuguesa é isto ou aquilo. Todos os diagnósticos são inconstantes e provisórios. Dir-se-á antes que Vaca Preta, de Marcos Foz, é um objecto voador não (antes) identificado. Talvez lhe faça justiça uma apreciação tão simplista, talvez seja dizer quase nada. Porque um livro marcante, como este, existe, possivelmente, para que ninguém tenha sobre ele a palavra derradeira. É um objecto intransitivo — qualquer acrescento pode considerar-se indesejável ou desnecessário."
Hugo Pinto Santos