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Em “Acuso!" (J'Accuse!), Émile Zola, descreve uma carta aberta explosiva publicada em 1898, denunciando a injustiça no Caso Dreyfus, onde o capitão judeu Alfred Dreyfus foi falsamente condenado por traição, acusando o Exército francês de antissemitismo e encobrimento de provas, e clamando por justiça e verdade em um dos maiores escândalos judiciários da história.
Não é um romance, mas um artigo-denúncia em forma de carta aberta ao Presidente da França, Félix Faure, publicada no jornal L'Aurore. Zola acusa directamente altos oficiais do Exército, peritos calígrafos e o Ministério da Guerra de fraude, falsificação e manipulação da opinião pública para encobrir a verdade e proteger a honra do exército.
Émile Zola nasceu em 1840 em Paris. Cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon, regressando a Paris para continuar os estudos. A braços com dificuldades financeiras após a morte do pai, trabalhou em escritórios e colaborou em diversos jornais. Com a entrada na Hachette, Zola iniciou-se no mundo da literatura, conhecendo escritores como Taine, Stendhal, Balzac e Flaubert. Publicou os primeiros poemas, contos e artigos e, aos vinte e cinco anos, trocou a vocação inicial de poeta pela de romancista, escrevendo La Confession de Claude. A partir daí, viveu como jornalista e romancista.
Em 1898, Zola participa no debate público relativo ao Caso Dreyfus, defendendo a inocência, que se viria a provar, do acusado. O seu artigo «J’accuse», publicado no L’Aurore, acabou por levar à revisão do processo judicial. Mas a sua publicação fez com que fosse processado e condenado a um ano de prisão, o que o levou a exilar-se em Inglaterra. Morreu em 1902 no seu apartamento na rua de Bruxelles, em condições que não excluíram a hipótese de assassínio.
Livro em bom estado, mas pardacento devido à oxidação natural do papel.
Prefácio de Jaime Brasil
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