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Publicada em 1852, A cabana do pai Tomás tornou-se de imediato num best-seller e contribuiu para questionar o sistema esclavagista nos estados do Sul dos Estados Unidos.
A cabana do pai Tomás, ou A vida entre os humildes, foi publicado em fascículos num jornal antiesclavagista em 1851 e no ano seguinte como livro, obtendo um êxito inédito em obras norte-americanas anteriores. Mais que lido, foi devorado desde o momento da sua publicação, uma data que coincidiu com o recrudescimento e a recta final das tensões face à questão da escravatura. De facto, o impacte que teve nas décadas seguintes nos Estados Unidos e no exterior chegou a eclipsar outros textos antiesclavagistas, incluindo os duros e comoventes testemunhos autobiográficos dos próprios escravos.
A história de A cabana do pai Tomás começa na plantação dos Shelby, no Kentucky, quando o amo vende parte dos seus bens e os escravos para pagar dívidas familiares, um episódio que representava para Stowe a essência da escravatura: a transformação do ser humano em objecto.
A narração bifurca-se então em duas linhas de enredo. Uma delas dedicada à escrava Eliza e ao indómito mulato George, pais do pequeno Harry. Inicialmente, George foge com a intenção de comprar a liberdade da sua família. A fim de proteger o filho, Eliza também foge, protagonizando a famosa cena em que atravessa as águas geladas do rio Ohio, a fronteira com o Norte antiesclavagista, para atingir a outra margem livre e prosseguir caminho em direcção ao Canadá até se reunir com George…
Livro novo, capa dura
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