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Cavaleiro Andante (1983) é o quarto e último romance da Tetralogia Lusitana do escritor português Almeida Faria, precedido pelas obras A Paixão, Cortes e Lusitânia.
A acção do livro decorre num período historicamente turbulento, entre Junho e Novembro de 1975, capturando as incertezas, paixões e tensões do pós-25 de Abril em Portugal. A narrativa foca-se na desagregação total e na diáspora de uma outrora poderosa família latifundiária alentejana de cariz semi-feudal, que entra em decadência com o advento da revolução.
Construído sob uma estrutura epistolar e fragmentária — que cruza cartas, monólogos, trechos de diários e sequências oníricas —, o romance abdica de uma narrativa linear tradicional. Os membros da família encontram-se dispersos pelo mundo e por Portugal, e a história avança através da correspondência trocada entre diferentes geografias: Lisboa, Alentejo, Roma, Milão, Veneza, São Paulo, Rio de Janeiro e Luanda.
A figura do "cavaleiro andante" funciona de forma irónica e melancólica. Longe de representar o clássico herói medieval virtuoso e justiceiro, os cavaleiros andantes de Almeida Faria são figuras errantes, fragmentadas e desenraizadas, que deambulam entre o delírio e a lucidez na tentativa de encontrar um sentido ou refúgio no meio do caos político e histórico.
O ensaísta Eduardo Lourenço elogiou o livro pela sua capacidade de gerar uma "intensidade dramática e uma emoção rara", sem nunca cair no sentimentalismo ou no facilitismo romântico.
Livro brochado em bom estado com algum amarelecimento devido ao tempo
Capa de Henrique Cayatte, sobre ilustração de Mário Botas
Portes Grátis para Portugal*
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