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Gaibéus (1939), de Alves Redol, é o romance fundador do neo-realismo português, retratando a vida miserável dos ceifeiros da Beira Baixa e Norte do Ribatejo que migram para as lezírias do Tejo.
A obra foca no "herói colectivo" em vez de um protagonista, denunciando a exploração, a fome e a desumanização laboral.
Antes de escrever, Alves Redol realizou um longo estudo etnográfico no Ribatejo, vivendo de perto a realidade dos camponeses para retratar com fidelidade a sua miséria.
A obra não tem um protagonista único. O verdadeiro "herói" é o grupo de trabalhadores (a colectividade), retratando a "coisificação" do homem, que é tratado como máquina ou animal de trabalho.
A obra rompe com a literatura estética e linear da época para assumir um papel de denúncia social e política contra o regime fascista do Estado Novo.
Embora alguns críticos da época (como os do grupo Presença) tenham argumentado que o foco social afastava a "beleza artística", a obra consolidou-se como um pilar essencial para compreender o contexto socioeconómico português do século XX.
Livro em bom estado, com assinatura de posse
Capa mole
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