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Um romance que vai de Lisboa a Nova Iorque, de Friburgo a Praga, de Bristol a Porto Alegre e às ilhas açorianas, onde todos são descobertos e ninguém pode ser apanhado. Um reencontro entre dois homens de tempos distintos e que talvez tenham mais em comum do que aquilo em que gostariam de acreditar.
1939 (Segunda Guerra Mundial): No Faial, ingleses e alemães — conhecidos como os "loucos dos cabos telegráficos" — convivem numa paz aparente enquanto o mundo arde em guerra. Neste cenário de isolamento cosmopolita, onde hidroaviões da Pan American trazem celebridades e estadistas, seguimos a juventude de Hansi, as suas primeiras paixões e a sombra que marcaria a sua vida.
Século XXI: Em Lisboa, José Filemom Marques, um informático e dono de uma loja de computadores antigos, recebe a visita de um americano misterioso com uma proposta estranha. Este encontro leva-o numa jornada entre a Europa e a América, obrigando-o a confrontar o passado e a incerteza sobre o seu próprio futuro e amores.
O livro explora a memória coletiva e os dilemas individuais, abordando temas como identidade, destino e o impacto das escolhas pessoais. É descrito pela crítica, nomeadamente por João de Melo, como uma obra de "grande literatura portuguesa", que projeta a geografia humana e afetiva dos Açores em rotas transatlânticas e universais.
O livro é elogiado pela sua profunda investigação histórica, focando-se na ilha do Faial durante a II Guerra Mundial. A forma como retrata a convivência pacífica entre comunidades inglesas e alemãs (os "loucos dos cabos telegráficos") enquanto o mundo estava em guerra é considerada um dos pontos mais fortes da narrativa.
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