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"Mulheres Empilhadas", de Patrícia Melo, acompanha uma advogada que foge de um relacionamento abusivo em São Paulo e vai para o Acre. Lá, ela auxilia em mutirões (mobilizações coletivas e voluntárias de pessoas que se reúnem para realizar uma tarefa específica, ajudar alguém ou prestar um serviço comunitário. O trabalho é feito de forma cooperativa, gratuita e sem fins lucrativos) de julgamentos de feminicídios. Ao confrontar a violência extrema e a impunidade, a protagonista inicia uma profunda jornada de cura, ativismo e autoconhecimento.
O livro aborda o feminicídio de forma direta, expondo como a violência de género atinge transversalmente mulheres de diversas etnias e classes sociais.
A narrativa denuncia um sistema marcado por preconceitos patriarcais, onde a morosidade e a impunidade favorecem os agressores.
Durante a história, a protagonista entra em contato com o universo indígena e integra um grupo de mulheres místicas (as Icamiabas), introduzindo um elemento fantástico que simboliza a união, a força e a resistência feminina.
Leitores e críticos apontam o livro como um manifesto necessário contra a matança sistemática de mulheres. A inserção de dados reais e nomes de vítimas de feminicídio ao longo dos capítulos confere um tom documental e impactante à ficção.
O consenso sobre Mulheres Empilhadas é o de que as suas qualidades sociais superam qualquer limitação estrutural. É considerado um projeto ético-estético indispensável para compreender as nuances do patriarcado e da impunidade no sistema jurídico brasileiro. É uma leitura altamente recomendada, embora exija estômago devido ao realismo de suas cenas violentas.
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