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Situado em Maycomb, uma pequena cidade imaginária do Alabama, durante a Grande Depressão, o romance de Harper Lee, vencedor do Prémio Pulitzer, em 1961, fala-nos do crescimento de uma rapariga numa sociedade racista.
Scout, a protagonista rebelde e irónica, é criada com o irmão, Jem, pelo seu pai viúvo, Atticus Finch. Ele é um advogado que lhes fala como se fossem capazes de entender as suas ideias, encorajando-os a refletirem, em vez de se deixarem arrastar pela ignorância e o preconceito.
Atticus vive de acordo com as suas convicções. É então que uma acusação de violação de uma jovem branca é lançada contra Tom Robinson, um dos habitantes negros da cidade. Atticus concorda em defendê-lo, oferecendo uma interpretação plausível das provas e preparando-se para resistir à intimidação dos que desejam resolver o caso através do linchamento. Quando a histeria aumenta, Tom é condenado e Bob Ewell, o acusador, tenta punir o advogado de um modo brutal.
Entretanto, os seus dois filhos e um amigo encenam em miniatura o seu próprio drama de medos, centrado em Boo Radley, uma lenda local que vive em reclusão numa casa vizinha.
A metáfora "não matem a cotovia" (ou to kill a mockingbird) tem um significado central na história. Atticus explica aos filhos que as cotovias (e os pássaros em geral) não fazem mal a ninguém, não destroem plantações e apenas cantam para alegrar o mundo. Portanto, "é um pecado matar uma cotovia". Na história, esta frase atua como um símbolo para as pessoas inocentes e indefesas que acabam por ser vítimas da maldade e do preconceito do mundo, tal como Tom Robinson e Boo Radley.
É um clássico indispensável que consegue, através de uma prosa delicada, ensinar sobre empatia, coragem moral e a importância de fazer o que é certo mesmo quando a derrota é certa.
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