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Fábula que evoca o Alentejo feudal dos anos 50, que cortava com o neo-realismo dominante na literatura portuguesa da época. Foi escrita entre 1953 e 1954, “um romance destinado unicamente a ilustrar uma legenda, uma moral ou um clima humano, para lá de qualquer imediatismo de tempo e de lugar histórico”.
Algures no Alentejo, o livro inicia-se num quartel inútil, com uma conversa inútil entre soldados inúteis. Uma conversa sem sentido, alimentada pelo vinho que engana o tédio e a inércia dos soldados. Soldados que são homens roubados à planície, braços subtraídos às searas, enganando o tempo sob a luz obscura de uma garrafa…
Fora do quartel reina o desespero de um povo esfomeado sob o sol escaldante dos campos de trigo. E a GNR. E a opressão sobre a revolta silenciada. (Dos Meus Livros)
Livro de capa cartonada, pardacento, em bom estado
Portes Grátis para Portugal*
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