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Como todos os livros de José Gomes Ferreira, também este é uma aventura com Pessoas e Palavras, uma aventura que vai do concreto da pedra irreal à Cidade que se autodestroi à irrealidade do sonho concreto, à palavra que reinventa a Cidade.
Real e irreal coabitando na mesma ironia que o poeta constantemente assume este O IRREAL QUOTIDIANO passa, com a mesma aparente facilidade ou seja, com a simplicidade transcendente – do particular ao universal, do fugaz ao permanente, do cómico ao trágico que no distanciamento se nega.
Poeta marcado pela coerência mais feroz e rigorosa, quase intratável («Que sabes tu, palerma? -penso eu com cólera dorida -, que sabes tu dos meus remorsos, dos meus suores, da minha escuridão e, sobretudo, dos sobressaltos incoerentes da minha vida?») José Gomes Ferreira continua aqui o projecto de uma obra sem fronteiras e que se abre a todas as leituras, a mais inocente e ou a mais rebuscada.
Criador de trouvailles inverosímeis quem senão ele poderia definir a arquitectura da Torre de Belém de «pão, pão, queijo, queijo “?, inventor dos segredos de uma Cidade que faz o possível por ignorá-los, confidente das confissões peripatéticas dos que guardam no silêncio a forma mais autêntica da sua solidão, José Ferreira Gomes fala-nos de o mundo dos outros (seu e nosso) com a candura matreira, com a humildade orgulhosa, com a sabedoria tranquila do Poeta que descobriu há muito o caminho do comum e do extraordinário ou seja, do Irreal Quotidiano. Este livro é uma das possíveis chaves dessa descoberta. (Bookay)
Livro em bom estado, apresentando algum desgaste na capa
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