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"O Sequestro de Edgardo Mortara" (1997), de David I. Kertzer, é uma obra de não-ficção histórica (ou história narrativa) que relata um caso verídico. O livro mistura rigor académico com o estilo de um thriller dramático, abordando o sequestro de uma criança judia pelo Vaticano em 1858.
A obra narra a história real de um menino judeu de seis anos retirado à força da sua família em Bolonha, 1858, pela Inquisição. O motivo foi um batismo secreto realizado por uma criada, tornando-o católico perante a lei papal. O caso causou escândalo internacional e acelerou a queda dos Estados Pontifícios.
Edgardo Mortara foi levado por gendarmes papais a Roma para ser educado sob a tutela direta do Papa Pio IX, que recusou os pedidos de retorno dos pais, Momolo e Marianna.
Edgardo foi submetido a uma intensa doutrinação na Casa dos Catecúmenos, acabando por se tornar padre católico, um desfecho que devastou a sua família biológica.
A obra, baseada em investigação rigorosa, retrata um choque entre religião, Estado e direitos humanos, evidenciado pela recusa de Pio IX em devolver a criança, mesmo face à pressão internacional.
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