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O 3º volume das Obras Completas de um grande escritor da língua portuguesa, é composto por: Os Insubmissos; Exílio Perturbado; As Máscaras Finais; Terra Ocupada.
Publicados entre 1961 e 1964, nos livros aqui reunidos sobressai o escritor de resistência dos anos sessenta e setenta que, regressado a Portugal, se empenha a fundo na denúncia do sistema, tornando a sua ficção grito de revolta.
Sendo um dos mais prolíficos e prestigiados escritores da segunda metade do século XX em Portugal, a obra de Urbano, que está traduzida em diversas línguas, atinge várias dezenas de títulos, entre conto, romance, crónica e ensaio. Tem, além disso, colaboração dispersa por publicações variadas, entre as quais o Bulletin des Études Portugaises, Colóquio-Letras, JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, Vértice, Nouvel Observateur, etc., tendo sido director da revista Europa e redactor principal do Jornal de Letras e Artes e jornalista de O Século e de O Diário de Lisboa, periódicos onde fez crítica teatral. Enquanto repórter, percorreu grande parte do mundo, tendo reunido os seus relatos de viagem nos volumes Santiago de Compostela (1949), Jornadas no Oriente (1956) e Jornadas na Europa (1958) entre outros livros de viagens que mais tarde publicou.
A ficção de Urbano Tavares Rodrigues tem como característica principal a tomada de consciência do indivíduo face a si mesmo e aos outros, processo que se inicia a partir da perspectiva física das personagens (a dimensão erótica e a constatação da morte marcam a sua escrita) até ao reconhecimento de uma identidade social e política. O autor considera que, numa primeira fase, a sua obra foi influenciada pelo existencialismo francês da década de 50; mais tarde, na sequência da sua detenção no forte de Caxias, durante o regime ditatorial, passou a revelar-se como uma literatura de resistência, a que se seguiu um novo período, mais optimista, no pós-25 de Abril. Nos seus últimos livros regressou à literatura de combate e de consciencialização, formulada em termos da interrogação angustiada sobre a crise de valores do ambiente finissecular, e presente nos romances O Supremo Interdito (2000) e Nunca diremos quem sois (2002) e no volume de crónicas God Bless America! (2003).
Urbano participou, como actor (fazendo o papel de si próprio) no filme Visita - Ou Memórias e Confissões – realizado por Manoel de Oliveira em 1982.
Urbano Tavares Rodrigues morreu em Lisboa em 2013.
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