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O rei Artur é uma figura histórica ou o herói que deu corpo a uma lenda? Cabe ao leitor decidir – porque Artur é o símbolo da luta incessante do bem contra o mal, da luz contra as trevas.
A questão vem desde o Renascimento, quando a veracidade histórica da figura de Artur era defendida com vigor, sobretudo porque os monarcas da dinastia Tudor traçaram a linhagem até si e usaram essa ligação para justificar a ocupação do reino. Estudos mais recentes reconhecem, contudo, que existiu, de facto, uma figura, no final do século V e inícios do século VI, que justificou a lenda, mas não um rei com um “bando” de cavaleiros em luta pela justiça e atrás do Santo Graal – à volta de uma távola imaginária, que seria apenas uma “tábua”
de valores. Mas é inegável a influência da sua personagem na literatura, na arte e na sociedade, desde a Idade Média até hoje (e no século XX, também no cinema). Porque todos os grandes heróis “beberam” a influência de Artur. E todos lhe “imitaram o estilo”.
No coração da lenda arturiana está a terra, Inglaterra, intimamente ligada às aventuras dos cavaleiros. O exterior? As montanhas, os vales, os rios, as árvores e as plantas de enorme verdura. O interior? Misteriosa, assombrada por mitos, às vezes lendas que nada mais são do que ficção, às vezes histórias de fantasmas “verdadeiros”. Às vezes são apenas nomes, como Camelot ou Camlan ou Badon. E até os lugares se colocam muitas vezes em questão – serão lenda ou verdade. (Raquel Ribeiro)
Livro novo, capa dura
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