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"Pensamento e Afectividade: Sobre a Paixão da Razão e as Razões das Paixões" (1999), escrito pelo filósofo e professor português João Maria André, é um ensaio filosófico que desconstrói a histórica separação dualista ocidental entre a racionalidade e a emoção, propondo uma reconciliação e integração íntima entre o pensamento e a esfera afectiva do ser humano.
A obra defende que a nossa racionalidade não é pura ou isolada, mas sim uma "razão prática" (uma razão que sente) ancorada no corpo e na nossa vulnerabilidade existencial.
Eixos Centrais da Obra
- Superação do Dualismo Cartesiano: O autor critica a tradição filosófica que coloca a razão como superior e as paixões como perturbações do espírito, demonstrando que pensar e sentir são indissociáveis.
- A Paixão da Razão e as Razões das Paixões: O subtítulo sintetiza a tese do livro; a própria busca pelo conhecimento (razão) é movida por um impulso afectivo (paixão), enquanto os afectos possuem uma lógica e uma intencionalidade próprias que estruturam a nossa visão do mundo.
- O Labirinto dos Afectos: João Maria André aborda a complexidade da vida emocional humana não como um caos a ser suprimido, mas como um terreno labiríntico onde o indivíduo encontra a sua solidez e se constitui verdadeiramente como pessoa.
- A Centralidade do Corpo e da Vulnerabilidade: O pensamento e a afectividade cruzam-se no corpo que somos. Não há uma mente separada da carne: o sofrimento, o amor e o conhecimento manifestam-se de forma integrada através da nossa dimensão corpórea e espiritual.
- A Educação pela Arte e Ecologia dos Afetos: Um dos capítulos marcantes da obra reflecte sobre como os processos educativos e a vivência artística servem para sintonizar e harmonizar a nossa sensibilidade, promovendo uma ecologia relacional saudável com o outro
Livro em muito bom estado
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