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A Vida de Nero, de Suetónio, parte das Vidas dos Doze Césares, traça o retrato de um imperador tirano, artista obsessivo, matricida e piromaníaco, misturando factos oficiais e rumores, destacando seus excessos (incêndio de Roma, assassinatos familiares, extravagâncias) e ressaltando o contraste com seus primeiros anos de «moderação». Suetónio estrutura o seu relato por temas (acções judiciais, crimes, construções, fim) em vez de cronologicamente, criando uma biografia centrada na personalidade e nas manias de Nero, influenciando duradouramente a sua reputação histórica.
Caio Suetónio Tranquilo, ou simplesmente Suetónio, foi um escritor latino. Filho de um tribuno da décima-terceira legião, dedicou-se às armas e às letras. Escreveu as Vidas dos Doze Césares, tendo sido contemporâneo na idade adulta apenas do último de seus biografados, Domiciano. Viveu a era dos cinco bons Imperadores (Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio).
Teve prestígio na Corte de Adriano, tendo sido secretário ab epistolis. Caiu, porém, em desagrado por ter monopolizado o interesse da Imperatriz Sabina. Foi afastado no ano 122 e a partir daí passou a se dedicar a escrever história.
Suetónio foi um grande estudioso dos costumes de sua gente e de seu tempo e escreveu um grande volume de obras eruditas, nas quais descrevia os principais personagens da época. Foi, sobretudo, um indiscreto devassador das intimidades da Corte Romana, dando-nos uma visão íntima dos vícios dos Imperadores e das picuinhas que dividiam a nobreza.
Introdução, tradução para francês e notas de Yves Avril
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