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John Cleland nasceu em Inglaterra, em 1709. Da sua família, pouco ou nada se sabe e muito pouco também nos chegou quanto aos primeiros anos da sua existência. Sabemos que levou uma vida agitada, que o conduziu a Esmirna no desempenho de funções consulares e a Bombaim como funcionário da British East India Company.
Regressado à Inglaterra, dedicou-se ao estudo da filologia e à actividade de escritor, a ele se ficando a dever, além dum número apreciável de comédias e tragédias, as novelas Memories of a Coxcomb, Surprises of Love e The Man of Honour. Não foram, porém, estas obras que lhe granjearam a celebridade. E, se o seu nome se fixou na história da literatura, foi justamente mercê do livro que apresentamos e a que deu o título original de Memoirs of a Woman of Pleasure.
Publicado pela primeira vez em 1749, os preconceitos da época puderam impedir a sua livre circulação, mas não conseguiram embaciar o êxito a que estava destinado. Circulando embora de forma mais ou menos clandestina, em breve foi traduzido em praticamente todas as línguas europeias. Não há que negar a esta obra a classificação de novela erótica.
É de rejeitar em absoluto para ela o epíteto de obra pornográfica. De Facto, o fino estilo literário, a delicadeza da narração mesmo nas situações mais escabrosas, e, porque não dizê-lo, o sopro de humanidade que de princípio ao fim o percorre, fazem deste livro uma autêntica obra de arte, na qual, mais que tudo, sobressai a admirável beleza que, através dele, o seu autor nos legou.