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Quando, pela ordem natural das coisas, nem as vozes dos mais velhos já servirem como elemento de prova no processo de avaliação da personalidade de Agostinho Neto, só a palavra do poeta e do político sobreviverá ao desgaste das memórias como um corpo incorruptível. Então, nesse futuro que já começou, aferidas as falsificações, desinformações e deformações próprias de um tempo crucial de confrontos ideopolíticos e de solidariedades partidárias, talvez a prestigiada historiadora Christine Messiant, que estudou ‘in loco’ o processo da formação do Estado angolano, não volte a sentir as "armadilhas" das "verdades" que "toda a gente sabia" e se rendesse no meio de tantos e contraditórios "ruídos". "Em Angola, até o passado é imprevisível."