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Hans J. Vermeer é uma referência incontornável nos Estudos de Tradução, sobretudo por ter desenvolvido a chamada “teoria do skopos” - a ideia de que uma tradução deve ser pensada a partir do seu objetivo (propósito, público e contexto) e não apenas como equivalência palavra a palavra. Esboço de uma Teoria da Tradução é uma excelente porta de entrada para esse modo de pensar: curto, direto e estimulante para quem traduz ou estuda tradução.
O livro ajuda a deslocar a pergunta habitual “como traduzir fielmente?” para questões mais produtivas: “para quem é esta tradução?”, “para que vai servir?”, “qual é o efeito desejado?” e “que escolhas justificam melhor esse objetivo?”. Isso tem impacto imediato na prática, porque mostra que decisões de estilo, terminologia e até estrutura podem ser legítimas quando são coerentes com a finalidade do texto.
Este enquadramento é especialmente útil em tradução técnica, audiovisual, localização e comunicação (marketing, museus, turismo), onde o texto precisa funcionar num contexto real e não apenas “soar igual” ao original. Por isso, o livro é também muito interessante para quem trabalha com escrita, revisão e adaptação de conteúdos.
É uma leitura recomendada para estudantes de línguas, tradução, comunicação e áreas afins, mas também para profissionais que já traduzem e querem refletir sobre critérios e justificações. Mesmo sendo uma obra teórica, a escrita é clara e dá matéria para discussão em aulas e grupos de leitura.
Se procura um livro “pequeno mas importante”, este é um desses casos. Um clássico para entender uma das ideias mais influentes da teoria da tradução contemporânea, em bom estado e a um preço muito simpático.
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