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265 I págs. Brochado
A obra é escrita em primeira pessoa. O narrador, Luís da Silva, é um funcionário público de 35 anos, solitário, desgostoso da vida e que acaba se envolvendo com sua vizinha, Marina. Com traços existencialistas, Luís mistura fatos do passado e do presente, narra num ritmo frenético, utilizando-se do fluxo de consciência[2].
O leitor de Angústia certamente lembrar-se-á de Crime e Castigo, de Dostoiévski, pois em ambas as obras existe a angústia decorrente de um crime, o medo de ser pego, a febre. Mas, em Angústia, o crime é o clímax, enquanto que, em Crime e Castigo, é o ponto de partida para a trama, e afinal a personagem consegue a redenção. Outra influência marcante é a dos naturalistas brasileiros, especialmente de Aluízio Azevedo, no tocante ao determinismo e à animalização do homem. O narrador não quer ser um rato, luta contra isso; frequentemente compara os humanos (inclusive ele próprio) a bichos (porcos, formigas, baratas, ratos) e usa verbos normalmente aplicáveis a animais para descrever reações humanas.
alguns defeitos ou falhas nas capas
contém dedicatória