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A história começa com a célebre frase: "No dia seguinte ninguém morreu". Num país sem nome, a morte decide parar a sua atividade por completo. O que ao início parece um milagre e a realização do maior sonho da humanidade rapidamente se transforma num caos generalizado. O Estado, as seguradoras, as funerárias, a igreja e os hospitais entram em colapso devido à acumulação de idosos e doentes que ficam num estado de suspensão eterna entre a vida e a morte.Na segunda parte da obra, a morte regressa, mas com novas regras: materializa-se numa mulher e passa a enviar cartas em envelopes violeta para avisar as pessoas de que vão morrer dali a uma semana, dando-lhes tempo para se despedirem. O enredo ganha um rumo poético e surpreendente quando uma dessas cartas é consecutivamente devolvida, forçando a morte a ir conhecer o homem por trás do fenómeno: um violoncelista solitário.