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“[Recordações da Casa Morta] reflectem uma realidade quase dantesca, onde presos políticos, prisioneiros de guerra e presos de delito comum, vivem lado-a-lado com homens que perpetraram crimes hediondos. É «um mundo absolutamente à parte», uma micro-sociedade com regras próprias onde o quotidiano se reparte entre os trabalhos forçados, os castigos sádicos, a miséria, o mercado negro, o álcool e os pequenos expedientes de que os prisioneiros se servem não só para sobreviverem, mas para usufruírem da ilusão de fugazes momentos de «liberdade»... Privado de livros e de papel, Dostoiévski redige as suas notas em materiais que consegue recolher e que lhe permitem registar apontamentos de um realismo impressionante e de uma poderosa vitalidade, a par das suas reflexões pessoais sobre a natureza humana. Escrito em tom confessional, sóbrio e directo, este relato fica, para quem o lê, como um grandioso hino à vida.”