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“Choro pela curta-metragem que acabou, pela identidade que nunca mais voltarei a ter, pelos sítios onde estive, por saudades das pessoas que não vou voltar a ver, e de dizer ‘xim’ em vez de ‘sim’.”
Aos 29 de Janeiro de 1951, na freguesia de Matriz, na vila de Borba, nasço com um quilo e duas gramas e miraculosamente sobrevivo, dentro de algodão em rama. A primeira recordação do mundo que tenho é a de ser transportado pelos meus pais dentro de uma alcofa,com a cabeça de fora, a tentar morder nos cães de caça. Faço a primeira rábula aos cinco anos, quando caio de joelhos a agradecer um triciclo azul ao menino Jesus. Aos sete anos, a minha mãe ensina-me o gosto pela leitura e pela escrita, sem me dar porrada