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DESERTO COM VOZES. *** Urbano Tavares Rodrigues *** Lisboa: Seara Nova, 1976. Colecção Ficcionistas Portugueses. (18.5 x 12 cm.) com 316 + [4] pp. Capa flexível. Exemplar razoável. Capa com marcas de manuseamento, vincos, pequenas perdas de cor em alguns pontos, manchas ténues (de muito reduzida importância e só visíveis no lado de dentro) e um pouco gasta nas margens e na lombada, que apresenta também vincos de abertura. Apesar de acusar o uso e algum envelhecimento, de um modo geral, está ainda muito apresentável. Páginas globalmente bem conservadas e limpas, embora apresentem um tom amarelecido e alguns pontinhos de acidez (raros e de reduzida importância), devendo-se tudo, fundamentalmente, à qualidade do papel. *** 2.ª edição (revista) deste livro originalmente publicado em 1971, mas tendo a grande maioria dos textos nele incluídos sido escrita por volta de 1969, ano do II Congresso Democrático de Aveiro e das primeiras eleições legislativas realizadas após a saída de Salazar da Presidência do Conselho, eleições nas quais Urbano Tavares Rodrigues foi candidato por Beja. Nas palavras de Urbano Tavares Rodrigues: «Deserto com Vozes (apesar de alguns salpicos de Lisboa e de Paris) é um símbolo do Alentejo a que pertenço, do Alentejo pelo qual me bati. E, mais do que isso (até porque na escrita procuro quase sempre deixar vários níveis de leitura), é ainda o Portugal dos deserdados, a emigrarem, deixando mais nu e mais vasto o espaço onde outros começavam a rebelar-se. Mas o Alentejo – e todo o Portugal – que evoco nestas páginas, de mágoa, de insurreição, por vezes de agonia e sempre de amor, mesmo quando zangado, essa região – esse País – escravizada e trágica (quase silenciosa, não foram, de espaço a espaço, de longe a longe, os rumores, os gritos de revolta que tentei fixar), tudo isso se transmudou na convulsão, na euforia, na gesta da Revolução. É outro o Alentejo de hoje, ocupado pelos camponeses pobres, pelos ganhões do ontem desolado e melancólico que nestas páginas canta e range os dentes... Talvez que para a história do nosso povo tenham algum valor (por isso os reedito) estes escritos amiúde líricos, não raro cifrados, sempre empenhados num processo de luta e de ressurreição das liberdades. Ao lado do povo radicalmente se situam, ainda quando pessoalíssimos, no encantamento da sensação e da palavra. Textos, também alguns, de reflexão e de anúncio. E, assim, o creio, de fraternidade absoluta com os então tristes e lentos trabalhadores alentejanos, já cansados da esperança, no seu-meu deserto com vozes.» *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70