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DOCUMENTO N.ª 105 DA CAIXA N.º 1, ANGOLA, MANUSCRITO AVULSO DEPOSITADO NO ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO, LISBOA. Transcrição, anotações e comentários à cópia de um manuscrito atribuído ao franciscano D. Manuel Baptista, bispo do Kongo e de Angola (1610-1620). *** Adriano Parreira *** Lisboa: Ministério do Planeamento e da Administração do Território – Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia – Instituto de Investigação Científica Tropical, 1993. (23 x 16 cm.) com 63 + [1] pp. Capa flexível. Exemplar razoável. Capa com marcas de manuseamento, algumas manchas, um pouco amarelecida em alguns pontos e com um ligeiro desgaste nas margens e na lombada. Apesar de tudo, de um modo geral, está ainda bastante apresentável. Páginas globalmente bem conservadas e limpas, embora as primeiras apresentem uma mancha clara no canto inferior externo (pouco perceptível). Na última página tem igualmente uma pequena mancha, de reduzida importância. *** Trata-se da transcrição integral de um manuscrito, datado de 7 de Setembro de 1619, aparentemente redigido em Lisboa e que tinha já sido integralmente transcrito pelo padre António Brásio no volume VI da 1.ª série da Monumenta Missionária Africana, em 1955, embora sem a preocupação (ao contrário do que sucedeu com a presente transcrição) de respeitar o texto original, mantendo as maiúsculas e as minúsculas, assim como a pontuação. «O manuscrito depositado no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa, na Secção de Avulsos, Angola, caixa n.º 1, registado com o número 105, é uma cópia de um relatório que o rei de Portugal pediu ao franciscano D. Manuel Baptista, quando, em 1619, terminou as funções de bispo do Kongo e de Angola. Neste relatório, dividido tematicamente em três partes distintas, D. Manuel Baptista não se furtou a criticar pessoalmente alguns dos representantes da Coroa Portuguesa no Kongo, no Ndongo e em Benguela, entre os quais Manuel Cerveira Pereira, que foi acusado de despotismo e de maltratar os religiosos, e Luís Mendes de Vasconcelos, que foi particularmente criticado por nepotismo em favor de seu filho João Mendes de Vasconcelos, «de dezanove anos de idade e havido por mal inclinado». A primeira parte do manuscrito, consiste num violento reparo ao comportamento dos governadores portugueses em Angola durante o 2.º decénio do século XVII. (...) A segunda parte, revela-se um documento duplamente interessante. Por um lado, porque nele são narrados alguns momentos dramáticos da sucessão à chefia do Kongo no seu tempo, e, por outro, porque é nesta segunda parte que o nosso bispo alude aos «costumes» dos Muxikongo e dos Mbundu. (...) A terceira parte do manuscrito é uma crítica cerrada ao projecto de construção de uma fortaleza em Mpinda e à intervenção militar em Benguela. (...) O manuscrito, do qual tentamos fazer uma apresentação e um enquadramento histórico, o que de forma nenhuma dispensa a atenta leitura do mesmo, é um documento de inquestionável valor para a História da Expansão Portuguesa no espaço geográfico que hoje constitui o moderno Estado Angolano. Este precioso manuscrito, dá-nos também referências muito importantes para um melhor compreensão da História política do antigo reino do Kongo, pelo que, sem dúvida, merecerá a melhor atenção dos estudiosos e dos investigadores interessados.» (Índice na imagem 4). Pouco comum. *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 2,00