NUS E SUPLICANTES.

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NUS E SUPLICANTES.
Autor(a)
Urbano Tavares Rodrigues
Editora
Livraria Bertrand
Género Literário
Autores Portugueses
Outro
Sinopse

NUS E SUPLICANTES. Novelas. *** Urbano Tavares Rodrigues *** [Sem ind. de local]: Livraria Bertrand, [Sem ind. de ano: 1962]. Colecção de Autores Portugueses. (19 x 12,5 cm.) com 147 + [5] pp. Capa flexível, com badanas. Exemplar razoável. Capa envelhecida, com marcas de manuseamento, algumas manchas ligeiras, pequenas perdas de cor em alguns pontos, vincos discretos e um pouco gasta nas margens e na lombada, que apresentam também pequenas áreas superficialmente roídas pela traça. Na lombada são também visíveis vincos de abertura. Apesar de tudo, de um modo geral, está ainda apresentável. Páginas globalmente bem conservadas, embora apresentem um tom amarelecido (um pouco mais forte nas margens) e algumas manchas ténues de acidez (raras), tudo próprio do papel. Tem, no entanto, um grande assinatura de posse e uma data manuscrita na página do título da primeira novela e dezoito páginas apresentam frases sublinhadas com esferográfica vermelha e azul, sendo que uma delas tem também um comentário manuscrito. A primeira página tem uma pequena etiqueta de livraria colada no canto superior direito. Em suma: bom exemplar para leitura, mas muito prejudicado por todos os defeitos referidos. *** 2.ª edição desta colectânea de cinco novelas, originalmente publicada em 1960, que viria a ser distinguido com o Prémio dos Leitores. Pela sua curiosidade torna-se interessante transcrever o relatório da censura, assinado pelo capitão José Brandão Pereira de Mello, a propósito desta obra: «Trata-se de uma colecção de contos (5 contos) o último dos quais dá o título ao livro. Será, portanto, classificável como “literatura de ficção” e como tal deve ser julgado. Mas mesmo assim sendo, se tivesse sido submetido a censura prévia, isto é: em original, julgo que seria de propor a supressão de vários palavrões, obscenidades, expressões escatológicas e realismos crús em que abunda. Além disso, acho que seria também de suprimir todo o 1.º conto “Crescei e multiplicai-vos” (pág. 9 a 32) e, pelo menos, as primeiras páginas do último conto “Nus e suplicantes” (pág. 95 e seguintes). O primeiro desenvolve um tema de incesto: dois irmãos que vão ter com um padre para que este os case, por... a rapariga estar grávida do irmão. E perante a recusa (natural, lógica e digna) do sacerdote, vem as recriminações contra a Sociedade e a Lei, numa revolta contra todas as injunções básicas e fundamentais de toda a nossa ética moral e social. Quanto ás páginas iniciais do último conto, parecem-me franco e solto hino de volúpia. Sabendo perfeitamente que o Olimpo crítico nacional está já a proclamar o Autor como um grandecissimo escritor e a sua obra como admirável, reservo-me o papel da criança do conto-fabular oriental, que exclamou, tão simples como sinceramente: “Mas o Rei vai nu”! Considerando estas circunstância apontadas e em presença do “facto consumado”, ou seja: de o livro estar já publicado e a correr não sei há quanto tempo, parece-me que se deve manter a mesma linha de pensamento e de acção, proibindo, portanto, um tal livro, em que, de resto, pouco há absolutamente são, dignamente humano e com altura espiritual, não passando quási todos os personagens apresentados de animais dominados pelo cio, pervertidos pelo cinismo ou envilecidos pela miséria que se estadeia.» (Índice na imagem 4). *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70

Idioma
Português
Preço
4.00€
Estado do livro
Em razoável estado (ver a descrição).
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